Toda vez que alguém começa a ganhar dinheiro de verdade na internet, aparece um exército pronto para gritar a mesma palavra: "golpe". Mas será que essas pessoas sabem o que estão falando? Vamos por partes, com exemplos reais.
Exemplo 1: o ebook para mães
Imagine que você cria um ebook usando inteligência artificial. Esse ebook ajuda mães a cuidarem do filho autista de uma forma mais leve e organizada — com dicas práticas de como agir dependendo do horário do dia e do comportamento da criança.
É um material de micronicho, um dos modelos mais lucrativos que existem para vender online. Eu mesmo já vendi muitos produtos assim.
Ebook 100% feito com IA
Vendido a R$ 39,90 na entrada, com order bump e upsell na sequência, chegando a um ticket médio de R$ 97,00.
Onde está o golpe aqui?
Uma mãe pagou por um material que vai facilitar a vida dela no cuidado com o filho. Ela recebeu exatamente o que foi prometido. Ninguém foi enganado. Ninguém foi roubado. Onde está o crime?
Exemplo 2: o dropshipping
Agora pega um exemplo clássico que o pessoal adora fazer: você importa um produto da China que custa R$ 15 e vende por R$ 297 no Brasil.
Produto importado revendido
Custo de R$ 15 na origem, vendido por R$ 297 com uma boa estrutura de marketing e copy.
Onde está o golpe nisso?
O cliente recebeu o produto. O produto funciona. A diferença de preço é a margem — exatamente como funciona qualquer comércio do mundo, do mercadinho da esquina à loja de grife no shopping. Ninguém chama markup de crime.
Então de onde vem tanto ataque?
A resposta é simples e incômoda. Existem dois grupos por trás dessa narrativa.
O primeiro grupo é a inveja. São pessoas que sabem que tem gente ficando rica com essas estratégias e que elas não conseguiram. Então, em vez de aprender, elas atacam. Começam a chamar quem vende de "guru" e "golpista" — sendo que muitas vezes nem sabem o que a palavra guru realmente significa. Aliás, se você parar para pensar, o primeiro guru que você teve foi o seu professor — e ninguém chama professor de golpista por ensinar e ser pago por isso.
O segundo grupo é a turma moralista. Geralmente são pessoas que idolatram o Estado, acreditam em governo grande e que tudo de bom só pode vir de uma instituição pública. Para elas, uma pessoa comum não pode vender um conhecimento sobre como cuidar de um autista — só se tiver saído de um órgão do governo. Como se o ser humano dentro do governo fosse automaticamente melhor que você.
Por que tanta gente boa fica no low profile
É justamente por causa desses ataques que a maioria dos verdadeiros operadores trabalha em silêncio, no low profile. Eles não querem chamar atenção da turba que confunde sucesso com crime.
E é por isso também que muitos produtos legítimos de marketing digital sofrem com esse tipo de gente. O pessoal toma um golpe real na internet — esses existem, e são outra coisa — e por preguiça ou desinformação saem rotulando tudo de "black hat".
Golpe é golpe.Black hat não tem nada a ver com golpe.